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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

OAB-ES tenta impedir aumento do salário de vereadores -- BY G1 ES


Após o feriado, Ordem informa que fará representação junto ao MP.
Sindicato dos Advogados e a Transparência Capixaba também participam.
Do G1 ES
Secretário geral da OAB, Ben-Hur Farina, considera os aumentos uma imoralidade. (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)Secretário geral da OAB, considera os aumentos
uma imoralidade. (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Independente da revogação do aumento dos salários dos vereadores de Vila Velha, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) vai fazer, após o feriado de Finados, uma representação junto ao Ministério Público para impedir mais aumentos de salários e de vereadores nas Câmaras de outros municípios capixabas. A ação é em conjunto com o Sindicato dos Advogados e a Transparência Capixaba.
O secretário geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ben-Hur Farina, considera os aumentos uma imoralidade. "São vantagens pessoais, infelizmente", diz. O prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, informou que fez um reflexão com os parlamentares. " Conversei com eles sobre o cenário econômico atual, sobre as possíveis perdas dos royalties, sobre os impactos que teremos na economia no ano que vem, ou seja, expliquei que esse não era o momento ideal para discutir o orçamento de 2013", esclarece.
Mas, para Ben-Hur, esta não foi uma reflexão ao bem do serviço público que os fizeram revogar o aumento de salário. "Foi pressão popular que fez com que eles mudassem essa vergonha". Neucimar afirma que "foi uma votação unanime, os 16 vereadores foram a favor do aumento. É difícil que algum deles pudesse está enganado em relação ao que estava sendo votado"
O vereador João Batista Babá confirmou que, realmente, todos os parlamentares sabiam o que estavam votando. "Foi uma votação de pouca transparência, pois até momentos antes, esse projeto não estava na pauta e nem havia tido o debate necessário para a votação. Houve um erro, eu admito isso. A Câmara errou gravemente". O parlamentar admite ainda que R$ 7,4 mil já é um salário alto e suficiente para os vereadores.
Os vereadores de Vila Velha também decidiram, na mesma reunião, que o número de parlamentares não vai aumentar. Seriam eleitos 21 parlamentares já nas próximas eleições. Agora, serão 17 vereadores.
Bombons

A auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TC) apontou, em outubro, quase R$ 1,1 milhão de contratos suspeitos e diversas irregularidades na Câmara Municipal de Vila Velha. O TC também aponta a utilização da verba pública para lanches, como biscoitos e salgados. R$ 466 foram gastos somente em bombons.
Segundo o presidente da Câmara, os doces são para atender à imprensa. "Eu comprei o bombom, claro. Se você for lá, tem que ter um suco, um biscoito. O presidente tem que servir bem. É um dinheiro bem gasto", afirma Ivan Carlini.
Ben-Hur Farina afirma que gastar dinheiro com bombons é uma imoralidade e uma vergonha.
O advogado ainda questiona: "por que o vereador tem que fazer caridade com um dinheiro que não é dele? Se quer mesmo fazer, que faça com o seu dinheiro, tire do seu bolso e pague". Para ele, os vereadores também deveriam ter em mente o princípio da razoabilidade, para melhor estabelecer o dinheiro que precisa ser gasto.
Quando questionado sobre o assunto, o prefeito Neucimar Fraga se esquivou. "A Câmara tem autonomia, tem independência para cuidar do seu próprio orçamento e quem fiscaliza a Casa é o TC. Caso haja irregularidade, eles serão convocados a prestar esclarecimentos e se permanecerem as irregularidade, com certeza, sofrerão sanções. Essa foi uma opção de gasto que a Câmara teve, então, cabe aos vereadores reverter a situação".

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ao menos 3.000 vereadores serão eleitos a mais em 2012, diz CNM -- BY FOLHA.COM

RICARDO SCHWARZ
DE SÃO PAULO




As eleições municipais de 2012 vão eleger entre 3.000 e 8.000 vereadores a mais que o pleito realizado há quatro anos.

Os dados são resultado de uma pesquisa realizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) em 87,7% das 2.153 cidades que já decidiram pelo aumento no número de vereadores. Os detalhes da pesquisa serão divulgados na próxima segunda-feira (3), em Porto Alegre (RS).

O acréscimo de cadeiras nas Câmaras Municipais foi possível depois da aprovação da emenda constitucional 58, em setembro de 2009, que estabelece o número máximo de vereadores de acordo com a população de cada município apurada no Censo Demográfico de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Foram criadas 24 faixas para definir a quantidade de vereadores: os municípios com até 15 mil habitantes podem ter até nove cadeiras, enquanto os municípios com mais de 8 milhões de moradores podem ter até 55.

O aumento de vagas, porém, não é obrigatório e tem de ser decidido pela própria Câmara. Apesar do acréscimo de cadeiras no país, os percentuais máximos das receitas que os municípios podem repassar aos Legislativos foram reduzidos.

Um das cidades que decidiram pelo aumento de vereadores foi Maceió (AL). No começo do mês, a Câmara aprovou passar das atuais 21 cadeiras para 31 em 2013 --número máximo permitido para os 932 mil habitantes da capital alagoana.

No caso de Maceió, o atual presidente da Casa propôs aos vereadores congelarem seus salários ou reduzir o número de cargos comissionados à disposição de cada vereador de 17 para 10.

Entre as justificativas dos que defendem o aumento de vereadores está a de maior representatividade da população. No entanto, em algumas cidades, a pressão popular contra a emenda tem feito com que a proposta não seja adotada.

Em Arapoti (253 km de Curitiba), cidade com 26 mil habitantes e que teria direito a 11 cadeiras, um projeto de lei aprovado em setembro estabelece que o número atual de nove vereadores seja mantido até 2016.

"Cada município deve avaliar as suas necessidades e definir, de modo consciente e dentro dos limites legais, a quantidade de vereadores", disse o presidente da Câmara de Arapoti, Silvio Lara (PSDB).