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quarta-feira, 21 de março de 2012

Religiosos e infantis dominam lista de discos mais vendidos no Brasil --- BY G1


Associação Brasileira dos Produtores de Discos divulgou ranking de 2011.
Padres Marcelo Rossi, Robson, Fábio de Melo e Reginaldo estão no top 10.



Do G1, em São Paulo

 
 

Padre Marcelo ficou em primeiro entre CDs mais
vendidos de 2011 (Foto: Denise Soares/G1 MT)

Foi publicado nesta semana, no site da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), o relatório sobre o mercado brasileiro de música gravada em 2011.

Na lista de discos mais vendidos do ano, os destaques foram os artistas que cantam músicas de conteúdo religioso.

Entre os dez CDs de melhor desempenho no ano, cinco fazem parte desse segmento: Padre Marcelo Rossi, Padre Robson, Padre Fábio de Melo, Padre Reginaldo Manzotti e a cantora gospel Damares. "Ágape musical", do Padre Marcelo, lidera o ranking, seguido por dois discos da sertaneja Paula Fernandes, na segunda e terceira posições.

Luan Santana aparece em quarto com "Ao Vivo no Rio" e Padre Robson foi o quinto colocado, com "Nos Braços Do Pai". Fábio de Melo conquistou o sexto lugar com "No Meu Interior Tem Deus". Manzotti (sétimo colocado), a britânica Adele (oitava), Damares (nona) e o disco ao vivo de Caetano Veloso e Maria Gadú (décima posição) completam o top 10. A associação não revela o número de discos vendidos de cada artista, só indica os álbuns mais vendidos no ano.


Damares participa do festival Promessas, em dezembro, no Rio de Janeiro (Foto: Alexandre Durão/G1)

Segundo dados coletados pelo órgão e fornecidos por gravadoras e outras empresas que vendem música, houve crescimento de 8,47% em relação a 2010, com R$ 373,2 milhões em vendas. Foram mais de 18 milhões de CDs comercializados e 6,7 milhões de DVDs e blu-rays. No mercado digital, o crescimento foi de 12,8% e faturamento anual de R$ 60,8 milhões.

Nos DVDs, o domínio é dos registros destinados ao público infatil. São quatro produtos voltados para as crianças entre os dez mais vendidos de 2011. Os destaques são a dupla de palhaços Patati Patatá (quarto lugar), Balão Mágico (quinto) e dois DVDs de Xuxa (sexto e nono lugares), com seu projeto "Só para baixinhos". Paula Fernandes, no entando, lidera. Adele ficou em segundo e Luan Santana conseguiu o terceiro lugar.

Veja a lista de CDs mais vendidos no Brasil em 2011:


1) Padre Marcelo Rossi - Ágape Musical
2) Paula Fernandes - Ao Vivo
3) Paula Fernandes - Pássaro de Fogo
4) Luan Santana - Ao Vivo no Rio
5) Padre Robson - Nos Braços Do Pai
6) Padre Fábio de Melo - No Meu Interior Tem Deus
7) Padre Reginaldo Manzotti - Milhões de Vozes Ao Vivo
8) Adele - 21
9) Damares - Diamante
10) Caetano Veloso e Maria Gadu - Multishow Ao Vivo
11) Beyoncé - 4
12) Rebeldes - Rebeldes
13) Lady Gaga - Born This Way
14) Marisa Monte - O Que Voce Quer Saber de Verdade
15) Justin Bieber - Under The Mistletoe
16) Pastora Ludmila Ferbera Ludmer - O Poder Da Aliança
17) Victor & Léo - Amor de Alma
18) Seu Jorge - Musicas Para Churrasco Vol. I
19) Padre Reginaldo Manzotti - Em Deus Um Milagre
20) Amy Winehouse - Back To Black

terça-feira, 10 de maio de 2011

Os carros mais vendidos no Brasil desde 1959


fusca Os carros mais vendidos no Brasil desde 1959
Para que você tenha uma idéia de como o brasileiro tem comprado carro nos últimos 50 anos,  elaborei uma lista dos modelos nacionais mais vendidos desde 1959. Vai ser uma viagem nos usos e costumes dos seus antepassados e,  conforme sua idade, servirá para relembrar o que você mesmo já comprou! Está curioso? Ok, vamos lá!
Campeões de Venda no Brasil em todas as categorias – primeiros lugares – desde 1959:
AnosMarcaModeloTempo na liderança
1959 a 1982VolksWagenFusca23 anos
1983ChevroletChevette1 ano
1984 a 1986ChevroletMonza3 anos
1987 a 2010VolksWagenGol24 anos
:-/  Dava para imaginar a mesma marca na liderança em 47 desses 51 anos? E apenas 4 modelos no topo?
Para ajudar a entender os cenários em que os modelos acima foram campeões e também quem eram seus concorrentes, vamos a um resumo do mercado de automóveis e utilitários por década, dos anos 50  até os dias de hoje.
1951 a 1960 – O BR estava na era Juscelino Kubitscheck (1956 a  1961) que foi um incentivador da indústriaautomobilística no Brasil. Nesta década, havia os VW Fusca e Kombi 1200, Karmann Ghia, DKW-Vemag motordois tempos, Simca, Willys Overland  importados americanos e europeus de décadas anteriores, FNM-Alfa Romeo e os primeiros Toyota Bandeirante feitos aqui. Ford e GM já montavam utilitários, como furgões, camionetas e caminhões com peças vindas de fora.
1961 a 1970 – Surgem VW Variant e VW 1600 4 portas (Zé do Caixão) , VW TL e Fusca 1500 (Fuscão), Ford Corcel, Chevrolet Opala, Willys Dauphine e Gordini, Karmann Ghia TC e Puma. Em 1969 é inaugurada aGurgel. Picapes Ford, Dodge e Chevrolet (incluindo a Veraneio) também estavam disponíveis.Ford lança o grande e luxuoso Galaxy / LTD e Willys oferecia Aero e Itamaraty. Na política, inicia-se a ditadura militar em 1964.
1971 a 1980 – Surgem Brasília, Variant II e o inovador VW Passat 1500 a água com tração dianteira; alguns anos depois ele ganha o 1600 . Vêm também os esportivos VW SP1 e SP2. Chega a Fiat em 1976 com o 147. Em maio de 1980  é lançado o Gol 1300 a ar com tração dianteira. Mais modelos da Gurgel. Chevrolet Chevette é a grande novidade da Chevrolet na década. Caravan aparece no meio da década. Belina 1 e novas versões do Corcel são as novidades da Ford.  Um carro médio interessante e bem acabado foi o Dogde Polara 1.8 (Dodginho), com opção de câmbio automático. Década dos verdadeiros esportivos e dos luxuosos, comoMaverick, Opala e Caravan SS, Landau e os Dodge Charger, Dart, Magnum e Grand Sedan.
1981 a 1990 – Muitas novidades desde o comecinho da década. E o álcool se consolida. Surgem Monza Hatch, Sedan 2 e 4 portas, Chevy 500 e Marajó, Kadett e Ipanema, picape D20. Volks aumenta a família Gol com lançamento de Saveiro, Voyage e Parati e inova com o luxuoso Santana e sua versão SW, a Quantum. Fusca sai de linha em 1986. Fiat traz Oggi, Uno, Elba, Picape City, Prêmio / Duna e Fiorino. Muitos fora-de-série daSulam, Envemo, Puma, Bianco e várias outras, incluindo a onda das picapes transformadas. Da Ford vêmCorcel e Belina II, Pampa, Escort e Del Rey. Curiosidade: existiu Pampa e Belina 4 x 4.
Política e economicamente, volta a democracia com eleições ainda indiretas em 1985, que elegeram Tancredo Neves. A inflação teve seu ápice em 1989, chegando a 3% ao dia. Depois, muitos anos de recessão. Em 1989, Fernando Collor de Mello é eleito Presidente em eleições diretas.
1991 a 2000 – Novo Santana, Novo Monza, Nova Família Gol e outras reestilizações. Inteiramente novos:Corsa, Omega e Astra. Presidente Collor reabre as importações em 90 e nossas ruas ganham Toyotas, Nissans, Audis, BMWs, Mercedes, Volvos, Mitsubishis e modelos importados pelas 4 Grandes, como VW Golf e Ford Mondeo. Fiat surpreende com Tempra e traz o Tipo da Itália
Ford e VW se unem formando a AutoLatina. Lançam os clones Verona-Apollo e Santana-Versailles. Vários Ford  ganham motores AP da VW e alguns VW ganhom CHT da Ford.  Começa o divórcio e Logus substitui Apollo, VW Pointer é apresentado  e o novo Verona vira um  4 portas mas continua com motor AP. Após rompimento total, Ford lança Focus e Escort Zetec, inclusive SW. VW, por sua vez, nacionaliza Golf,  traz linhaSEAT espanhola e aventura-se no Turbo com seus 1.0 e 1.8 Turbo.
Surge um novo segmento, o das picapes médias, com Mistusbishi L200 e Toyota Hilux importadas. S10,  Ranger e outras japonesas vêm a seguir.
Fiat lança Marea Sedan e Weekend. Duas gerações de Vectra vem à luz.
Mercedes-Benz lança Classe A nacional com muita seguran;a e tecnologia.
Honda Civic e Toyota Corolla tornam-se nacionais.
Entre os pequenos, Corsa “2” cresce e Celta vira o novo popular. Presidente Itamar pede volta do Fusca, que retorna de 1993 a 1996. Palio, Palio Weekend e Strada trazem bom design e vendem bem. Siena só emplaca na segunda geração. Ka inova em estilo e Fiesta torna-se o veículo de combate da Ford. Courrier herda consumidores da Pampa.
2001 a 2010 – Década da tecnologia Flex lançada em 2003. Fiat e GM decidem se unir para compartilhar motores 1.8 de 8 e 16 válvulas e transmissões de 5 marchas em vários de seus modelos. Iniciam a parceria nos novosMeriva, Stilo e Montana. Novas marcas se fortalecem: Renault, Peugeot, Citroёn, Mitsubishi, Honda e Toyota. Estas últimas renovam seus Sedans. Honda lança Fit e City. Hyundai  se torna um “player” importante.Kia também merece destaque. Terceira geração de Vectra surge com plataforma de Astra. Sedans tornam-se os queridinhos do mercado e Ford arrebenta com o EcoSport. Fiat lança Punto, Linea e Bravo e passa a oferecer câmbio automatizado Dualogic para quase toda a linha. VW Santana e a Quantum se aposentam. Polo e Polo Sedan são lançados como compactos “premium” e agradam. Golf brasileiro se distancia duas gerações do alemão. Jetta / Jetta Variant e Passat / Passat Variant representam a VW no segmento de luxo. Bem como os SUVs Tiguan e Touareg. Porsche inova com SUV Cayenne, Boxter, Cayman e sedan Panamera.
Novo Uno aparece para brigar pela liderança de mercado com Gol G5. Chegam primeiros híbridos de luxo pelas mãos de Mercedes e Ford.
Década fraca para as picapes grandes, que deixaram F250 reinar praticamente sozinha após saída daSilverado. Década boa para as médias, que ganharam novas opções para concorrer com S10 e Ranger. E chegaram mais perto dos automóveis em desempenho, acabamento e conforto, com câmbio automático e tudo.Troller e TAC fabricam jipes ao estilo do Wrangler americano.
2011 – Bem, a década está só começando e deve ser a década dos chineses e dos coreanos. GM promete revolução completa da linha, Ford promete manter-se global e atualizada, VW empenha-se em manter Gol na liderança. Parati deve aposentar-se e do destino de Golf e Polo nem a própria VW parece estar segura. Sedans devem continuar fortes e com muitos lançamentos nacionais e importados. Peruas minguam e superluxuosos como Bugatti, Koёnigsseg devem continuar chegando. É prometido o Bertin Vorax, superesportivo brasileiro e renovação dos populares, incluindo substituição do Uno Mille, VW menor que Gol, Tata Nano e chineses populares. Coreanos e a japonesa Nissan apostam em compactos mais “premium”. Revoluções? Talvez, pois Eike Batista e a italiana Fiat procuram incentivos governamentais e parcerias para os elétricos.
Ao menos uma coisa é certa: os rumos desta década está em nossas mãos. Cabe a nós exigir produtos eficientes, modernos, seguros, ecológicos e com pós-venda de qualidade!
Por Gerson Brusco Gonzalez